Um detalhe pequeno no rodapé do post costuma ser o primeiro motivo de processo ético contra dentista: falta do número do CRO. Não é a foto ousada nem a promessa exagerada. É a ausência de uma linha de texto que o Código de Ética Odontológica pede em toda divulgação. Como cada post impulsionado conta como anúncio, quem publica todo dia acumula o mesmo erro dezenas de vezes.
O que o Código de Ética pede
O Código de Ética Odontológica permite a divulgação em qualquer meio, desde que traga identificação. Em resumo:
- Consultório individual: nome do cirurgião-dentista e número de inscrição no CRO.
- Clínica: nome da clínica, número de inscrição da clínica no CRO e o nome e o número do responsável técnico.
- Especialidade: só pode ser anunciada se o título estiver registrado no CFO. "Especialista em implante" sem o registro é infração, mesmo que o dentista faça implante todos os dias.
O mesmo código veda anunciar preço e forma de pagamento e proíbe prometer resultado. A Resolução CFO-196/2019 acrescentou as regras sobre selfie e imagens de diagnóstico e resultado, sempre com autorização do paciente.
Onde colocar em cada formato
Instagram: o número pode ir na própria arte, discreto no canto, e repetido na legenda. Em vídeo, uma tela final com nome e CRO resolve. A bio do perfil também deve trazer a informação, porque é a primeira coisa que a pessoa vê.
Google Ads: os textos são curtos. O caminho mais usado é colocar nome e CRO numa das descrições ou num recurso de frase de destaque, e repetir na página de destino. Página sem identificação é ponto fraco tanto para o conselho quanto para o paciente que confere antes de ligar.
Perfil da Empresa no Google: na descrição, junto com o nome do responsável técnico. Fotos da equipe com nome e função ajudam a mostrar quem atende.
Material impresso e fachada: placa, cartão e folheto seguem a mesma regra. A fachada sem o nome do responsável técnico é um dos itens que a fiscalização observa.
Especialidade: o erro mais caro
O número de especialistas cresce rápido. O CFO registrou 4.012 especialistas em harmonização orofacial no fim de 2024, contra 2.675 um ano antes, e 22.622 implantodontistas, segundo dados do conselho divulgados pelo ABC do ABC. Com tanta gente titulada, o paciente aprendeu a conferir. Quem anuncia especialidade sem o registro corre risco ético e perde credibilidade quando o paciente pesquisa o nome no site do conselho.
Para o clínico geral que faz implante, prótese ou ortodontia, a saída é anunciar o tratamento, e não o título: "atendimento em implantes dentários" em vez de "especialista em implantes". Na clínica com vários profissionais, cada um aparece com o próprio CRO e, quando houver, a especialidade registrada.
Checklist antes de publicar
- Nome e CRO de quem assina o post ou do responsável técnico estão na arte, na legenda ou na tela final?
- A especialidade citada está registrada no CFO em nome de quem aparece?
- O texto evita preço, desconto, forma de pagamento e promessa de resultado?
- Se há foto de paciente, existe autorização assinada?
- A página de destino do anúncio tem as mesmas informações?
Matão e o paciente que conhece todo mundo
Matão é cidade industrial da região de Araraquara, onde boa parte dos pacientes chega por indicação e confere o dentista no Instagram antes de marcar. Em cidade em que todo mundo se conhece, um perfil organizado, com identificação completa e conteúdo educativo, passa segurança e diferencia o consultório do concorrente que só posta promoção.
Como a QW-ADS ajuda
A QW-ADS revisa perfil, posts, anúncios e páginas do dentista de Matão para que nome, CRO, responsável técnico e especialidade apareçam do jeito que o Código de Ética e a Resolução CFO-196/2019 pedem, cria campanhas no Google e no Instagram que falam do tratamento, organiza o atendimento no WhatsApp e mostra no painel do cliente quantas consultas cada anúncio gerou.