A primeira coisa que o paciente faz quando pensa em facetas é procurar fotos. Ele quer ver dentes de verdade, de gente comum, e não o sorriso de banco de imagem que aparece em todo panfleto. Por isso a foto é o ativo mais valioso do anúncio de faceta em resina. E também é onde mais dentista se complica com o conselho, quase sempre sem perceber.
A regra, sem juridiquês
A Resolução CFO-196/2019 abriu a porta para a publicação de imagens de diagnóstico e de resultado de tratamento, coisa que antes era vedada. Mas abriu com condições: o paciente precisa autorizar por escrito, a imagem precisa ter finalidade educativa e o post precisa identificar o profissional com nome e número de inscrição no CRO. O Código de Ética Odontológica continua valendo por cima disso: nada de garantir resultado, nada de preço ou condição de pagamento como chamariz, nada de expressões como "o melhor" ou "o mais barato".
Traduzindo para o dia a dia: a foto pode estar no anúncio. O que muda é o que vem junto com ela.
O que a foto pode mostrar
- Caso real do consultório, com termo de autorização assinado e guardado no prontuário. Vale para foto, vídeo e depoimento.
- A etapa, não só o final: o enceramento, o ensaio com resina provisória (o famoso mock-up), o acabamento. Isso educa e mostra técnica.
- Luz e ângulo honestos: mesma iluminação na foto inicial e na final. Filtro que clareia o dente ou apaga a gengiva transforma a imagem em propaganda enganosa.
- Legenda que explica: quantos dentes, por que resina e não cerâmica naquele caso, quanto tempo levou, que cuidados o paciente precisa ter.
O que a foto não pode carregar
- "Seu sorriso assim em uma sessão" ou "resultado garantido". Isso é promessa, e faceta depende do dente, da mordida e dos hábitos de quem recebe.
- Foto junto com valor, desconto ou "a partir de". A imagem vira chamariz de preço, o que o Código de Ética veda.
- Foto de outro profissional, de banco de imagens apresentada como caso próprio ou de paciente sem autorização.
- O título "especialista em estética" sem a especialidade em Dentística registrada no CFO.
Por que a foto honesta vende mais
Faceta em resina é um tratamento em que o paciente tem medo de ficar artificial. Dente grande demais, branco demais, todos iguais. Uma foto que mostra um resultado natural, com textura e cor que combinam com o rosto, responde exatamente a esse medo. Já o antes e depois exagerado tende a atrair quem quer milagre e assustar quem quer só melhorar o sorriso, que é o paciente que fecha e indica.
Outro ponto: o paciente compara. Ele vê o seu post e o de outros consultórios na mesma rolagem. Quando todos usam a mesma estética de "dente de porcelana", a clínica que mostra o processo e explica a escolha do material se destaca sem precisar gritar.
Franca e o paciente que chega pela indicação
Franca tem 352.536 habitantes pelo Censo 2022, segundo o IBGE Cidades. Numa cidade desse tamanho, a foto do caso circula: a paciente mostra o post para a irmã, a colega do calçado comenta, o perfil ganha seguidores que já chegam confiando. Por isso vale pedir autorização com calma, explicando onde a imagem vai aparecer, e valorizar o paciente que topa. Muitos gostam de ver o próprio caso publicado quando o resultado ficou natural.
Como transformar o caso em anúncio
No Instagram, carrossel com a sequência do tratamento e legenda educativa, impulsionado para mulheres e homens adultos num raio próximo do consultório. No Google, a foto não aparece no anúncio de texto, mas aparece no Perfil da Empresa e na página de destino, que deve ter casos reais e uma explicação clara de resina e cerâmica. No WhatsApp, a resposta pode trazer mais casos semelhantes ao que o paciente descreveu, sempre com autorização.
Como a QW-ADS ajuda
A QW-ADS monta as campanhas de facetas do consultório de Franca no Instagram e no Google, revisa cada foto e cada legenda pela Resolução CFO-196/2019 e pelo Código de Ética Odontológica antes de subir, organiza o atendimento no WhatsApp para agendar avaliação e mostra no painel do cliente quantas avaliações cada anúncio trouxe.