A toxina botulínica é o procedimento estético não cirúrgico mais feito do mundo. Em 2024 foram 7,8 milhões de aplicações registradas por cirurgiões plásticos, à frente do ácido hialurônico, com 6,3 milhões, segundo a pesquisa global da ISAPS. A mesma pesquisa coloca o Brasil em segundo lugar no total de procedimentos estéticos, com 3,1 milhões, e mostra que a toxina é mais procurada na faixa de 35 a 50 anos, que concentra 47% das aplicações. É um público grande, que pesquisa, compara e chega desconfiado.
Por isso a clínica de Rio Preto que anuncia toxina precisa responder duas perguntas antes de subir qualquer peça: quem da equipe pode aplicar, e o que o anúncio pode dizer sobre isso.
Quem pode aplicar: um cenário que mudou em 2026
O CFM sustenta que procedimento invasivo com finalidade estética é ato privativo do médico, com base na Lei 12.842/2013, a Lei do Ato Médico. Em março de 2026, a 7ª Turma do TRF-1 manteve, por unanimidade, a anulação da Resolução CFBM 241/2014, que permitia ao biomédico aplicar toxina de forma autônoma, como noticiou o portal Lex. Em agosto de 2026, a 8ª Turma do mesmo tribunal declarou ilegal a resolução do CFO que reconhecia a harmonização orofacial, segundo o próprio CFM; o CFO informou que vai recorrer.
Esteticista não aplica injetável: a Lei 13.643/2018 limita a profissão a cosméticos, técnicas e equipamentos registrados na Anvisa e deixa a estética médica de fora.
Quatro profissionais, quatro situações
| Ponto | Médico | Cirurgião-dentista | Biomédico | Esteticista |
|---|---|---|---|---|
| Base para toxina com fim estético | Lei do Ato Médico | Resolução do CFO derrubada no TRF-1, com recurso | Resolução do CFBM anulada no TRF-1 | Fora da atribuição legal |
| Risco de anunciar hoje | Baixo, se seguir a Resolução CFM 2.336/2023 | Alto até o recurso ser julgado | Alto | Exercício irregular |
| Assinatura da peça | Nome, CRM e RQE se citar especialidade | Nome e número no CRO | Nome e número no CRBM | Não se aplica |
| O que conferir antes | Texto sem promessa e sem sensacionalismo | Situação atual com o CRO-SP | Situação atual com o CRBM | Não anunciar o procedimento |
O produto não pode ser a estrela do anúncio
Aqui está o erro mais comum, e ele vale para todos os profissionais. A toxina botulínica é um medicamento, e a Lei 9.294/1996, no artigo 7º, só permite propaganda de medicamento que não seja de venda livre em publicações dirigidas a profissionais de saúde. Foto do frasco, nome comercial da marca e "promoção de botox" em post impulsionado transformam a peça em propaganda de remédio para o público em geral.
O que se anuncia é o serviço: a avaliação, o profissional e a explicação. Alguns exemplos práticos:
- Passa: "Linhas de expressão na testa? Avaliação com a Dra. Fulana, médica, CRM-SP 000000, para entender se a toxina é indicada para você."
- Não passa: "Botox com 30% de desconto só esta semana", que junta marca, preço e urgência.
- Passa: vídeo curto da médica explicando quanto tempo o efeito costuma durar e quando ela não indica a aplicação.
- Não passa: "rejuvenesça dez anos em quinze minutos", que é promessa de resultado.
O que a QW-ADS faz por clínicas de Rio Preto que trabalham com injetáveis
Uma última observação: quem já pesquisa toxina chega à clínica comparando. O que convence é ver a profissional explicando riscos, duração e contraindicações com tranquilidade, e não um desconto. Esse conteúdo também é o mais seguro do ponto de vista ético.
Antes da primeira campanha, conferimos quem assina cada procedimento e qual é a situação daquele conselho naquele mês, porque em 2026 isso muda rápido. Depois montamos anúncios no Google e no Meta que falam da avaliação e do profissional, nunca da marca do produto, revisamos cada texto pela regra de quem aplica e organizamos o WhatsApp para que a primeira resposta já direcione o paciente ao profissional certo. O dono acompanha tudo pelo painel do cliente, com avaliações agendadas por profissional.