Um erro comum na clínica de estética é tratar "peeling" como uma coisa só. No anúncio aparece "peeling químico" solto, a cliente entende que é aquele que tira manchas profundas que viu num vídeo, e chega querendo algo que a esteticista não pode fazer. O caminho contrário também acontece: com medo de errar, a clínica nem anuncia o peeling superficial, que é um dos serviços mais procurados.
A procura é real. Os peelings químicos aparecem entre os procedimentos não cirúrgicos mais realizados no mundo na pesquisa global de 2024 da ISAPS, ao lado de toxina, preenchimento e depilação.
Onde fica a linha
A Lei 13.643/2018 regulamenta as profissões de esteticista e cosmetólogo e de técnico em estética, e deixa claro que ela não alcança a estética médica. Quem define o que é ato médico é a Lei 12.842/2013, a Lei do Ato Médico, que reserva ao médico os procedimentos invasivos. Na prática, a linha que o setor usa é a profundidade: o que fica na camada mais externa da pele, a epiderme, é campo da esteticista. O que chega na derme é ato médico.
Assim, peelings superficiais com ácidos em concentração cosmética, como os usados para renovação, oleosidade e luminosidade, estão no escopo da esteticista. Peelings médios e profundos, inclusive o de fenol, ficam com o médico. Os casos graves que aparecem no noticiário quase sempre envolvem alguém sem formação médica fazendo peeling profundo.
Outro ponto: o produto precisa estar regularizado na Anvisa. Ácido comprado sem registro, manipulado sem controle ou importado sem nota é um risco para a cliente e para a clínica, e pode ser consultado no portal de consultas da Anvisa.
O que o anúncio pode dizer
- "Peeling químico superficial para renovação da pele, feito por esteticista, com avaliação antes da primeira sessão."
- Explicação simples: quantas sessões costumam ser indicadas, que a pele pode descamar levemente e que o protetor solar é obrigatório depois.
- Para quem não é indicado: gestantes, pele com lesão ativa, quem vai se expor ao sol nos dias seguintes. Dizer isso afasta quem não deveria fazer e passa segurança para quem pode.
- Vídeo da esteticista mostrando a avaliação da pele, não só o "depois".
O que o anúncio não deve dizer
- "Peeling que acaba com manchas e cicatrizes" ou "pele nova em uma sessão". Além de prometer resultado, sugere profundidade que não é da esteticista.
- "Peeling de fenol", "peeling profundo" ou "peeling médio", se quem faz é a esteticista.
- Antes e depois que dá a entender uma mudança que o peeling superficial não entrega. O CDC trata publicidade que induz a erro como enganosa, pelo artigo 37.
Quando a clínica tem médico na equipe
Se a clínica tem dermatologista ou médico que faz peeling médio e profundo, os dois serviços podem conviver no mesmo perfil, mas em anúncios separados. O anúncio do médico segue as regras do CFM, com nome e CRM. O da esteticista fala do peeling superficial. Misturar os dois num post só confunde a cliente e expõe a profissional.
A cliente de São Caetano do Sul pesquisa antes
São Caetano do Sul tinha 165.655 moradores no Censo 2022, segundo o IBGE Cidades, e é uma cidade de público exigente, que lê, compara e pergunta sobre o produto usado. Para essa cliente, explicar a diferença entre os tipos de peeling é um argumento de venda, não um detalhe técnico.
Como a QW-ADS ajuda
A QW-ADS cria as campanhas de peeling superficial da clínica de São Caetano do Sul no Instagram e no Google, revisa cada texto pela Lei 13.643/2018, pela Lei do Ato Médico e pelo CDC, organiza o WhatsApp para agendar avaliação de pele e mostra no painel do cliente quantas avaliações viraram pacote de sessões.